Hoje estou um pouco irritado com tudo o que se passa à minha volta, portanto é o blog que sofre as consequências. Poderia aqui falar do mundo, do terrorismo, do degolar mais um refém no Iraque, de tantas outras coisas, mas apetece-me reflectir sobre as relações entre as pessoas em Portugal.
Estamos num país que se afunda a cada momento, mas todos só pensamos no em nós mesmos, vimos uma corrida desenfreada para o IKEA, sim tem preços mais baratos, deu emprego a 500 pessoas, mas, e este pensamento pode-se aplicar a uma data de outras areas, quantas pessoas vão ficar desempregadas pelos preços mais baixos impossiveis de conseguir nas empresas portuguesas que terão que fechar as portas?
É que abrir uma grande superficie não é um crecimento da economia mas sim uma redução da mesma, abrir uma fábrica é um crescimento porque os bens produzidos vão trazer riqueza ao país, uma grande superficie vai trazer riqueza aos países onde são construidos os bens lá vendidos, o que no caso da IKEA é quase tudo fora da Portugal.
É a lei do mercado dirão uns, é o capitalismo gritarão outros. Eu pessoalmente estou-me borrifando, para não dizer pior sobre a razão disto acontecer.
O que eu gostaria que aparecesse n um telejornal era a abertura duma fábrica que desse emprego a 500 novos trabalhadores, isso é que é uma grande noticia, iria criar riqueza bem necessitada a este país.
E voltando às nossas relações, já repararam que cada vez mais há um fosso entre o trabalhador e o patrão?
Já repararam que quem é rico continua rico e não sente a crise, quem é classe média se vê à rasca para sobreviver ao fim do mês e quem é pobre só pode rezar por um milagre.
Em vez de se falar em criar postos de trabalho, em incentivar o investimentos em Portugal, ouvimos disparates como incentivar os nossos investidores a investirem em países estrangeiros.
Hoje em dia numa empresa o empregado é visto como um calaceiro, que ganha muito e trabalha pouco.
O patrão é visto como um filho da puta que estoura o dinheiro em bons carros, amantes e viagens ao estrangeiro.
Assim nunca poderá haver produtividade, e a produtividade não se alcança por as pessoas faltarem menos ao trabalho, há muitas maneiras de passar o dia a fazer de conta que se trabalha.
Só conversando, apoiando, incentivando os trabalhadores é que estes mudarão a sua maneira de trabalhar. De que serve obrigar as pessoas a ficarem depois da hora de trabalho não lhe pagando horas extras, a produtividade não aumenta, senão eramos os melhores da Europa, aumenta isso sim o desconforto, a revolta, o não se interessar pela empresa.
E as relações entre colegas de trabalho também não é a melhor, a intriga e a inveja prejudicam os próprios e a empresa.
Alguém dizia-me que eu devia estar no bloco de esquerda, desculpem, mas eles não têm ideias que se possam aplicar. Sem patrões não há investimento e sem investimento não há emprego.
Eu sou a favor da justiça, quer seja do patrão ou do empregado, mas sem eles conversarem este país nunca mais vai para a frente, e ou a Europa tem uma retoma em condições ou os efeitos do Euro desaparecem num instante.
E odeio quando se usam truques baixos e grosseiros para se maltratar os outros. Se se quer despedir alguém utilize-se meios mormais, abertos, limpos.
Deixem de pensar só em vós próprios.