novembro 11, 2003

Rotundas e a ideia errada de que resolvem algo

Portugal deve estar aentrar, se é que já não lá está, no Guiness Book of Records como o país que tem mais rotundas por km2. Todos sabemos qual é a brilhante solução dos responsáveis nacionais e camarários em relação ao cruzamentos, faz-se uma rotunda, e qual é a lógica por detrás? Pensam esses "iluminados", poupamos na manutenção dos semaforos, pomos lá uma estatua para perpetuar a passagem do presidente da camara local, arranjamos publicidade com vista às eleições, assim ficam todos contentes.
Analisemos as permissas, temos duas ruas que se cruzam, as duas têm trafego, mas uma tem mais que a outra, antes, ou se tinha os semaforos ou quem não tivesse prioridade arriscava. Tiram-se os semaforos e faz-se uma rotunda. Ora bem, o custo da construção da rotunda dava para investir e com os ganhos pagar a manutenção do semaforo, não se poupou nada, além de que o transito normalmente ainda fica pior, porque normalmente não se faz só uma rotunda, e o resultado é um aumentar de filas, pois uma rotunda entope e com isso entope todas as outras, além de que a estrada com maior movimento vai ter filas mais longas, é normal e é um facto provado. E o que é que acontece passado alguns anos? Enfiam-se semaforos na rotunda! Mas isto também não resolve e no final faz-se o que se devia ter feito logo de inicio, passagens desniveladas. Rotundas com semaforos temo-las nas principais cidades, e desniveladas já vão aparecendo algumas, nisso Lisboa foi pioneira, é só passarem por um tunel e lembrarem-se da rotunda que está em cima.

Publicado por firewind em novembro 11, 2003 09:59 AM
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