outubro 21, 2003

A minha prisão

Estava à beira mar a brincar com as minhas duas filhas quando fui abordado por dois policias que me deram voz de prisão. Eu perguntei porquê? Eles responderam que tinham recebido uma queixa sobre mim. Eu novamente perguntei que queixa era. Eles responderam que as pessoas me acusavam de contactos com duas crianças, de as abraçar beijar e prendê-las quando elas se debatiam para fugir. Eu tentei explicar que eram as minhas filhas e que estávamos na brincadeira, A minha filha mais nova tinha desatado a chorar e quando eu tentei sossegá-la o policia prendeu-me o braço onde colocou uma algema e colocou a outra no outro pulso, após o que me empurrou chamando-me abusador de crianças. As minhas duas filhas agora choravam enquanto eu era enfiado no carro da policia. Quando cheguei à esquadra tentei explicar novamente ao sargento o que se estava a passar, mas este parecia que me queira bater, e quando me perguntaram onde estava a mãe das crianças e eu disse que estava na casa dela no Porto, acusaram-me de rapto de menores. Uma hora depois de estar sentado algemado a uma cadeira levaram-me para ser ouvido pelo juiz. Este não quis saber para nada das minhas explicações e depois de duas horas a insistir para eu confessar que molestava crianças, entrou um ajudane com uma folha, o juiz disse que era a analise feita pelo psiquiatra e que achava que eu abusava das minhas filhas, logo de seguida entrou um policia que foi dizer algo ao juiz, este triunfante virou-se e disse que tinha fotografias minhas com crianças, tinham-nas encontrado no meu computador que estava na minha casa, eu respondi que era normal, eram as fotografias das minhas filhas. Ele pôs um ar triunfante e que em virtude de eu confessar que possuía fotografias de menores iria ficar preso preventivamente. Passei duas noites no calabouço da Judite, só saí de lá porque o advogado que entretanto me tinham arranjado disse que ia recorrer para a relação e se fosse caso disso para o Tribunal Constitucional, o juiz chamou-me ao tribunal e disse que me ia soltar pois sabia que os da relação eram uns frouxos e tinham medo dos juízes do tribunal constitucional. Mas avisou-me que o meu telefone ia ficar sob escuta, e que me iam vigiar apertadamente.
Já agora, esta é uma história fictícia, mas que com a policia, os juízes e os psiquiatras que temos em Portugal pode acontecer a qualquer um. Eu brinco com as minhas filhas em publico, abraço-as e beijo-as, tenho fotografias delas no computador, e já vi muita gente olhar com ar de desagrado para a minha convivência com as minhas filhas. A estupidez e paranoia reinam em Portugal, por isso esta história poderá ser verdade mais dia, menos dia com alguém que como eu gosta de brincar e acarinhar as filhas. E já agora,as crianças mentem, e mentem pelos mais variados motivos sem entenderem o mal que podem estar a fazer, quem disser o contrário não entende os filhos ou não os tem.

Publicado por firewind em outubro 21, 2003 09:46 AM
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