Este fim de semana fiz ida e volta entre Lisboa e Porto totalmente por auto-estrada, algo que nos ultimos tempos não tinha feito. Normalmente saía em Aveiras e ia pela EN 1 até ao IP5 onde entrava novamente na autoestrada para o Porto.
A Brisa foi sempre para mim algo dificil de entender, quer dizer, as autoestradas foram construidas com o nosso dinheiros, o dinheiro dos contribuintes, as portagens eram pagas para a manutenção da mesma e para ajudar à construção das futuras autoestradas. Até aqui tudo bem.
Mas os sucessivos governos como precisavam de dinheiro não tiveram pejo e começaram com a privatização da Brisa.
Quer dizer a empresa que era responsável pela manutenção das autoestradas em vez de ser de nós todos, passou para a mão de alguns.
E em vez de dar dinheiro para a constução de outras autoestradas começou a ser direccionada só para o lucro. Resultado, as nossas autoestradas nunca estiveram em tão péssimo estado. Basta fazer a A1 em direcção ao Porto para notar isso. E quando fazem a manutenção não têm respeito por quem paga. Já para não falar na "ilegalidade" em que ocorrem.
Eu explico em que consiste esta ilegalidade. Eu pago portagem para usufruir duma via rápida de duas faixas onde posso andar sempre a 120 km/h. Para isso é-me cobrada uma portagem. Ora quando por obras não me é possivel usufruir desse serviço deveria pagar menos pelos quilómetros onde não posso usufruir dessa vantagem. Ora não é isso que acontece, e quando se fala tanto na defesa do consumidor a DECO talvez devesse olhar para este caso e intentar uma acção contra a Brisa.
cntinuo a considerar que a exploração das nossas autoestradas deveria ser feita por uma empresa publica onde os lucros reverteriam a favor da manutenção de estradas secundárias. com isso todos pagavámos para a melhoria da nossa rede viária e não para só algumas pessoas encherem os bolsos.
As autoestradas são NOSSAS, fim à exploração delas por privados, eles que as construam, sem ajuda do estado e quero ver quantos é que aparecem a fazê-las. Chega de me tirarem dinheiro para encherem os bolsos e tratarem-me como cliente de terceira.