Nunca pensei em mim como um radical, um tipo com ideias capitalistas/comunistas, ou comunistas/capitalistas, ainda vá, agora radical era algo que não me tinha ocorrido até me acusarem disso.
Sentei-me analisar e cheguei às seguintes conclusões.
sou radical em alguns aspectos da minha vida, não fumo, não gosto do fumo nem gosto que fumem ao meu lado, e por isso sou a favor de banirem o fumo dentro de zonas fechadas, como escritórios, restaurantes, cafés, discotecas, etc.
Não consgido ter uma atitude de meio termo em relação às pessoas, ou gosto ou não gosto. O mesmo em relação ao amor, quando amo, amo totalmente, sou de extremos.
O mesmo se passa em relação ao futebol, ao regionalismo, à politica. Adoro o FCP, sou a defensor apaixonado do regionalismo bem estruturado, destesto a nossa politica e quem vive dela.
Destesto, não, odeio quem se ache superior aos outros, quer seja intelectualmente, quer seja pela beleza, quer seja pelo dinheiro que tem.
Odeio incompetência, desleixo, favores, corrupção, droga, e um conjunto de outros crimes que me enojam.
O problema é que eu podia ter estes ódios e amores, e não seria radical por isso, mas sou radical na forma como falo delas, como me emociono, como as vivo. Irrito-me, zango-me, choro, grito, discuto, amo, tudo para defender o que penso ou sinto.
Bem me esforço por muitas vezes ser comedido, mas o radicalismo (será radicalismo ou não querer fazer compromissos) vem ao de cima e expludo, muitas vezes arrependo-me da força, do tom de voz, mas nunca do que disse.
Hoje em dia, tento evitar viver esses assuntos, nisso o Blog têm me ajudado imenso, pois descarrego nas palavras as emoções que sinto, e depois fico melhor, até algo me irritar novamente, e aí lá venho e escrevo, e como a escrever tenho que estar mais calmo, senão não se entendia nada, acabo por me conseguir controlar melhor no meu "radicalismo". Mas algumas vezes não se tem a net perto, e aí fico a remoer o assunto ou então discuto logo. É o que dá ser emocional na forma de abordar a vida.