Há alguns dias alguém, bonita por acaso, me perguntava porque escrevia eu poemas, eu achei a pergunta muito curiosa, nunca me tinha debruçado sobre isso. Recuei no tempo e tentei-me lembrar qual tinha sido o primeiro poema e porquê o tinha feito. Especialmente porque eu não sou um entendido em poesia e devo ter lido 4 livros de poemas em toda a minha vida. Então lembrei-me que o primeiro poema tinha sido feito para uma rapariga que eu queria engatar, veio mais tarde a ser minha esposa, e que tinha surgido por eu não conseguir a falar com ela, expressar-me como gostaria, era muito timido. Depois fui fazendo de longe a longe. durante o meu serviço militar para me distrair de vez em quando escrevia um verso, perdi-os todos, ou porque os escrevi em papel e deixei de saber deles
ou porque estavam em computadores de empresas e não tive hipoteses de os trazer comigo. Só a partir de 1994 é que comecei a guardá-los, e mesmo assim ainda perdi alguns. Hoje em dia escrevo-os pelo prazer de com palavras conseguir exprimir algumas emoções ou sentimentos de coisas que vejo, vivo ou sinto. Uns saem melhor que os outros, mas não destruo nenhum. Regra geral preciso da inspiração feminina, seja alguém com quem falo, vejo ou durmo, sem isso fico bloqueado, as mulheres são as minhas musas.
Para mim o mais aborrecido é pensar num verso e ir a conduzir, não tenho hipoteses de escrever ou guardar o verso em que estou a pensar, já pensei em comprar um gravador pequeno, mas sei que me ia esquecer dele e voltava ao mesmo.
Mas retiro grande prazer em os escrever, mesmo que ninguém goste deles ou os aprecie, basta-me a mim gostar de os ter escrito.
Só tenho pena de não ter mais musas que me inspirem, mas não se pode ter tudo.